terça-feira, 14 de julho de 2009

Solista, Andorinha


Ah, minha felicidade andorinha
Voa, voa em liberdade
Pensamentos meus idéias minhas
Circundam-me em velocidade.

Tudo corre sem imaginar...

Meu tempo meu pára e chora
Pelo tempo que vai embora.
E vem então as asas de passarinho
Pra mostrar o meu caminho.

Choro, choro, como desabafo palavras
Saem de mim mil vozes
Dizendo ao silêncio que se cale
Dizendo ao meu mundo que fale.

Meu medo aqui grita!
Me irritam os pessimistas
Pois beleza se encontra em tudo
Até nas linhas tristes do céu..
Meu peito frágil a este mundo cru
Segura-se firme à turbulência
Tanto no ar quanto em terra
Minha coragem me traz paciência.

Quero meu selo colado e lacrado
Quero minha festa interna
Minha paz que me carrega em suas costas
E o meu solo já preparado.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Meu reflexo desértico

Meu pequeno aconchego,
És meu mais precioso consolo
No momento quando chego próxima a mim
E me toco com a ponta da caneta.

És meu reflexo isso que mostras
E és também quem me põe a dormir
Me desejando os meus bons sonhos que os tenho,
agradecendo pelo dia que virá.

E venho a mim bem perto
Depois de andar horas no deserto
E me conto do que vi
E digo a mim, que a mim avistei..

Quando Veríssimo disser:
"Conheça-te a ti mesmo
mas sem te tornar íntimo"
Creio eu, intrigada
que talvez ele tenha cometido um engano.
_Ou será que sou eu?

Vou-me então, para longe de mim
Aonde terei aos poucos uma nova aproximação
Percorrerei até meus limites
E sei, sim. Estes são poucos.
Se é da terra que vivemos, logo da terra somos.

Quando eu envelhecer vou querer cuidar da terra,
plantar árvores, fazer crescer um pomar, de preferência na cidade em que cresci, como um ciclo a ser cumprido...
Vim daqui, viemos todos de um lugar só, somos todos do mesmo, da Terra. E eu agradeço todos os dias por isso, e por saber disso.

Depois que o mundo tiver me dado tudo aquilo que eu quero, darei a ele o que ele precisa.