Milhões de pessoas indo e vindo, circulando por toda parte, migrando de pontos opostos inversamente direcionados. Milhões de boas intenções sendo trocadas, grandes sonhos em projetos; todo um futuro que nos acontece o tempo todo é anualmente enfatizado, e são fortes as aspirações. Milhões de ideais sendo carregados, uns com espírito de final de ano, outros nem tanto. Alguns ideais sendo incisivamente mirados rumo aos meses que os dissipam, os transformam, os realizam. Alguns outros ideais guardados numa caixinha secreta.
Afinal, onde poderiamos estar todos nós nesse reveillon para 2010?
Em qualquer lugar em nossas mentes.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Pontualmente
Eu hoje sou a areia e agua salgada do mar em que nado, ou que nada em mim. Sou a praia onde cresci e sou a cama no quarto onde fui criada. Ou que foi criado em mim.
Estou na tomada, eletricamente me recarregando a alma.
Posso sentir nesse agora, como nunca, o enorme peso do meu corpo sobre o colchão, e também o peso do amor que sinto por tudo e todos que estão aqui perto, ou lá longe.
A paz reina flutuante e circunda minha aura desapegada.
Partirei daqui, como que pela primeira vez, sentindo aquela impressão de que já sei como se faz, e contente pelo que me atravessará no caminho próximo.
Re-habilmente me ponho a saber do que sempre soube. Retiro as etiquetas dos valores antigos pra por novas e em branco. Estou em branco, e assim pretendo permanecer, pois aqui quem pinta sou eu. As pontas dos meus dedos tocarão o meu futuro, que vem com clareza e se apresenta ao seu presente, e para o passado vai naturalmente, para lá ficar; como sei que ficarei sendo eu na cama que me é, ou eu no mar que me nada, ou eu nas ondas do fluxo da corrente.
Estou na tomada, eletricamente me recarregando a alma.
Posso sentir nesse agora, como nunca, o enorme peso do meu corpo sobre o colchão, e também o peso do amor que sinto por tudo e todos que estão aqui perto, ou lá longe.
A paz reina flutuante e circunda minha aura desapegada.
Partirei daqui, como que pela primeira vez, sentindo aquela impressão de que já sei como se faz, e contente pelo que me atravessará no caminho próximo.
Re-habilmente me ponho a saber do que sempre soube. Retiro as etiquetas dos valores antigos pra por novas e em branco. Estou em branco, e assim pretendo permanecer, pois aqui quem pinta sou eu. As pontas dos meus dedos tocarão o meu futuro, que vem com clareza e se apresenta ao seu presente, e para o passado vai naturalmente, para lá ficar; como sei que ficarei sendo eu na cama que me é, ou eu no mar que me nada, ou eu nas ondas do fluxo da corrente.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Eu Que Sou Eu
Eu que sou eu
Que sou.
Existo pedaços
Que vou.
Constisto estilhaços
Quebrou.
Me faço e desfaço
Me dou.
Eu que sou eu
Que fui.
Andando em minhas teias
Cadeias.
De mim o "se"
Me instrui.
A se descontruir
Me influi.
(De mim a correr
O eu flui.)
Eu que sou eu
Que vá.
Corando outras veias
Pra lá.
Pr'além de minha alma
Será
Pra por tudo em calma
Será.
Que sou.
Existo pedaços
Que vou.
Constisto estilhaços
Quebrou.
Me faço e desfaço
Me dou.
Eu que sou eu
Que fui.
Andando em minhas teias
Cadeias.
De mim o "se"
Me instrui.
A se descontruir
Me influi.
(De mim a correr
O eu flui.)
Eu que sou eu
Que vá.
Corando outras veias
Pra lá.
Pr'além de minha alma
Será
Pra por tudo em calma
Será.
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