Arranca-me de meu peito
meus anseios
Procura-me por lugares
que eu não sei
Me leva pra viajar em você
Carrega-me de meus laços desatados.
Desmonta-me com sua fúria
de saber
Persegue-me sem que
eu possa perceber
Te sigo por seus caminhos
mal pensados
Te desejo, amor,
Em todos os seus cantos.
Toca-me, atravessa-me
captando meu sangue
Separa-me de mim mesma
sem querer
Aprofunda-me em teus sonhos
sem podermos
Retornar a qualquer a qualquer princípio
a qualquer espera.
Aqui não existe o tempo.
Ao nosso redor só há noção.
Noção, meu amor, da loucura.
Enlouquecidos nos invertemos
E desinvertidos nos trocamos.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Sigo
Pego as malas, levo o violão
Recolho as tralhas, as malhas
Guardo os sorrisos num lugar secreto.
Se deixo rastros
Deixo meu cheiro, minha saudade
Deixo pra ver do que a verdade é capaz.
Sigo pela estrada, pelas pessoas
Sigo por além das fronteiras
Pego o Sol no horizonte.
O asfalto é minha pele
As planícies são meu chão
Numa constante que faz seguir.
Sigo então.
Recolho as tralhas, as malhas
Guardo os sorrisos num lugar secreto.
Se deixo rastros
Deixo meu cheiro, minha saudade
Deixo pra ver do que a verdade é capaz.
Sigo pela estrada, pelas pessoas
Sigo por além das fronteiras
Pego o Sol no horizonte.
O asfalto é minha pele
As planícies são meu chão
Numa constante que faz seguir.
Sigo então.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Uma Volta ao Mundo
I
Na velocidade em que me projeto
Quebrando camadas de vento
Respirando o ar que me aparece
Digo enfim, nada mais me entristece.
Toco com as mãos a realidade
Minha lucidez brilha como pérolas
Minha pressa fica pra trás
E que venham a mim os bons tempos.
II
Uma certa vez fui surpreendida
Por pequenos pedaços seus
Que eram a paz anunciando
A tua leve chegada, em silêncio.
Nossos diálogos são como folhas
Se misturando em redemoínhos
Nosso ar é o mesmo,
Nossos deuses são os mesmos.
Nós, entre o chão molhado
Aqui, entre o chuvisco da noite
Somos os traços intrínsecos
Provando que a natureza nos fez.
Provamos um ao outro
Como garfadas de suspiros
Amendoando nossos espíritos,
E não precisarei de nada mais....
Existo para você como o ar
Não pode deixar de existir pro mundo
E seguirei respirando tudo isso
Enquanto senhora de mim mesma.
Eu vou cantar uma nota
Vou piar uma canção
E voaremos rumo ao tudo
Ao som dos espaços pr'além de nós.
Nos meus olhos você se verá
Pois nos meus olhos você me tem
E se já temos tudo isso
Eu agora, simples, sorrio.
É quando sinto minha real existência
Meu conflito, minha dor, meu eu
E sem eu nada sentir, desce uma lágrima
E ela sorri pra mim, e ela ama.
Na velocidade em que me projeto
Quebrando camadas de vento
Respirando o ar que me aparece
Digo enfim, nada mais me entristece.
Toco com as mãos a realidade
Minha lucidez brilha como pérolas
Minha pressa fica pra trás
E que venham a mim os bons tempos.
II
Uma certa vez fui surpreendida
Por pequenos pedaços seus
Que eram a paz anunciando
A tua leve chegada, em silêncio.
Nossos diálogos são como folhas
Se misturando em redemoínhos
Nosso ar é o mesmo,
Nossos deuses são os mesmos.
Nós, entre o chão molhado
Aqui, entre o chuvisco da noite
Somos os traços intrínsecos
Provando que a natureza nos fez.
Provamos um ao outro
Como garfadas de suspiros
Amendoando nossos espíritos,
E não precisarei de nada mais....
Existo para você como o ar
Não pode deixar de existir pro mundo
E seguirei respirando tudo isso
Enquanto senhora de mim mesma.
Eu vou cantar uma nota
Vou piar uma canção
E voaremos rumo ao tudo
Ao som dos espaços pr'além de nós.
Nos meus olhos você se verá
Pois nos meus olhos você me tem
E se já temos tudo isso
Eu agora, simples, sorrio.
É quando sinto minha real existência
Meu conflito, minha dor, meu eu
E sem eu nada sentir, desce uma lágrima
E ela sorri pra mim, e ela ama.
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