
domingo, 28 de junho de 2009
Pensamento, Bola e Papel
Sobre este papel calado,
Diante desta muda branquidão
As sombras de minha mão me dizem o que pensar
Para que elas possam escrever.
A ordem vem de cima
de baixo e de todos os lados ao redor
O comando me rodeia envolvente:
Tão grandioso e complexo quanto eu.
De rígido ele vai a maleável
De maleável ele vai a cíclico-circunscrito
E de tantas voltas e voltas torna-se estático
como uma bola de golfe após a inércia.
A bola voa junto ao meu pensamento
Redondo e branco como a bola e o papel
E todos nós indo atrás de nós mesmos
Buscamos por nós mesmos.
E quem sabe poder encontrar
Novos campos verdes
Novos papéis e canetas
Novas seções de idéias.
Diante desta muda branquidão
As sombras de minha mão me dizem o que pensar
Para que elas possam escrever.
A ordem vem de cima
de baixo e de todos os lados ao redor
O comando me rodeia envolvente:
Tão grandioso e complexo quanto eu.
De rígido ele vai a maleável
De maleável ele vai a cíclico-circunscrito
E de tantas voltas e voltas torna-se estático
como uma bola de golfe após a inércia.
A bola voa junto ao meu pensamento
Redondo e branco como a bola e o papel
E todos nós indo atrás de nós mesmos
Buscamos por nós mesmos.
E quem sabe poder encontrar
Novos campos verdes
Novos papéis e canetas
Novas seções de idéias.
sábado, 27 de junho de 2009
Espaço preenchido.
Os que vemos na nossa frente, pedaços concretos de matéria, não passa de vazio. Todo corpo, seguindo por seu princípio microscópico da estrutura atômica, possui muito mais espaços vazios do que matéria...
Se formos ampliar o tamanho de um átomo e compará-lo com um estádio de futebol como o Maracanã, por exemplo, teriamos a sua composição (protons, eletrons, neutrons, núcleo) do tamanho de um bolinha de sinuca, cada. O restante do espaço é preenchido com puro vazio. A nossa visão vê a matéria diante de nós como algo concreto de acordo com o agitamento das particulas, que causam a nós essa realidade tão visível, junto com a incidência das cores gerando caraterísticas tão particuares a cada objeto.
Nós, objetos pensantes, temos a mesma cor todos nós, porém somos muito particulares a nossa maneira. A nossa composição material está de acordo com a nossa formação, tanto genética quanto psicológica... E toda essa pequena parte do que somos por carne também é rodeada de vazio, vazio este que nos faz senti-lo, e às vezes é até maior que muitas outras coisas que nos rodeiam. Porém o medo pelo vazio é algo que não se deve ter, uma vez que ele está em toda parte. Aprovo a tentaiva de preenchê-lo diariamente.
Toda dor, assim como toda alegria é muito mais física do que imaginamos. É aquilo que não vemos, mas que está lá no nosso corpo, formando e e separando reações, algumas destas que carregamos ou deixamos acumular..
As sensações abstratas nos remetem a uma espécie de mistério, nos fazem percorrer por um caminho em sua estréia, sendo o abstracionismo só mais uma forma de ver a realidade nua na nossa frente. Como num quadro: as imagens podem nos ser de várias formas, assim como o que sentimos ao que nos deparamos com tudo isso.
domingo, 21 de junho de 2009
Aquilo Que Nunca Deveria Ter Sido Nomeado (mas precisava-se)
Essa palavra criada de dita
Evoca uma densa saudade
Uma causa de falta
Uma busca pelo através
essa palavra Amor.
Escalam, sobem, caem
Anseios por um além do visível
Desejando o inteligível
Nesse labirinto que é
a nossa palavra Amor.
Certa vez encontrado, mas não dito
Como mito,
Como medo de perder-se
O amor se vê forte e fraco
Longo, curto, triste.
Neste momento em que
O amor está achado
Põe-se tudo a perder
Os pesos se medem enquanto flutuam....
Tudo voa
Tudo goza
Tudo é nada.
Evoca uma densa saudade
Uma causa de falta
Uma busca pelo através
essa palavra Amor.
Escalam, sobem, caem
Anseios por um além do visível
Desejando o inteligível
Nesse labirinto que é
a nossa palavra Amor.
Certa vez encontrado, mas não dito
Como mito,
Como medo de perder-se
O amor se vê forte e fraco
Longo, curto, triste.
Neste momento em que
O amor está achado
Põe-se tudo a perder
Os pesos se medem enquanto flutuam....
Tudo voa
Tudo goza
Tudo é nada.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Olhando pro céu
Eu sob um céu
Insistentemente azul
Escutando breves sons
de pássaros convictos
Decido renunciar de meus pensamentos
entrando em profundo estado contemplativo.
O silêncio da minha mente
é tanto
E sua resistência
é pouca
quando quebrada pelos luminosos raios de luz
e o barulho das folhas no vento...
Crio assim um laço
Cíclico e eterno
Entre mim
E a vida externa.
Insistentemente azul
Escutando breves sons
de pássaros convictos
Decido renunciar de meus pensamentos
entrando em profundo estado contemplativo.
O silêncio da minha mente
é tanto
E sua resistência
é pouca
quando quebrada pelos luminosos raios de luz
e o barulho das folhas no vento...
Crio assim um laço
Cíclico e eterno
Entre mim
E a vida externa.
No Ônibus
Adoro passar pelo viaduto
E ver aqueles prédios amarelos de Botafogo,
Que quando a tarde refletem ao Sol
fazem constraste com um céu azul.
Adoro tirar fotos com a mente
dentro desse ônibus ligeiro
passando pelos lugares mais bonitos..
Que acabo por levar um pouco comigo.
De tudo, um pouco levo comigo,
guardando no meu porta-treco
as lembranças mais delicadas
De minha vida tão fugaz....
E ver aqueles prédios amarelos de Botafogo,
Que quando a tarde refletem ao Sol
fazem constraste com um céu azul.
Adoro tirar fotos com a mente
dentro desse ônibus ligeiro
passando pelos lugares mais bonitos..
Que acabo por levar um pouco comigo.
De tudo, um pouco levo comigo,
guardando no meu porta-treco
as lembranças mais delicadas
De minha vida tão fugaz....
Leões Vermelhos
Numa noite de outono
tudo acontece na parte de fora
Toda cidade borbulha
Toda a parte que não é de mim
Permanece insone, instável.
Minha insônia híbrida é vazia.
Minha mente está branca
como uma luz acesa por alguém
que levou embora
o botão pra desligar.....
Sem vento, nem movimento
Nem sentimento nem vontade
Aquela neutralidade que me pertence
Aquela frieza que me gela a espinha
Aquela saudade do que eu não tinha.
Bem estar, aonde estou
Livre dos pensamentos
apenas vendo, ouvindo, sentindo.
Meu bicho está aqui, minha fera
Sentada aqui, dentro de mim.
Minha paixão corre e povoa meu sangue
vermelho, vermelho
As tinturas vão se espalhando
Meus olhos se fecham
e tudo fica preto.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Toda a Certeza Virá
I
Se estou no oceano
Quero alcançar o céu
Se me ponho a flutuar de véu
Desejo um momento profano.
Procuro a oposição
Da oposição de meu auto-julgamento
E evidente é o momento
De minha estranha contradição.
Quem me estranha já sente.
E eu existindo aqui dentro
Não tenho o menor intento (e não me contento)
Em não dizer o que tenho em mente.
Não digo porque não sei
Minha linguagem ainda está guardada
E durante essa noite, inspirada
Atravesso por minhas camadas que criei.
Não consigo eu chegra até mim
Quem demais conseguirá?
Calo pois, pondo-me a calar
E toda certeza virá, enfim.
III
Brincando eu aqui de existir
Regradamente inspirando
Gradativamente expirando
Eu, aqui aspirante ao sorrir.
Se talvez eu pudesse saber
Como é ser de outra forma
Não escolheria entre mim e a outra
Mas sim fugiria para os braços do mistério.
Se estou no oceano
Quero alcançar o céu
Se me ponho a flutuar de véu
Desejo um momento profano.
Procuro a oposição
Da oposição de meu auto-julgamento
E evidente é o momento
De minha estranha contradição.
Quem me estranha já sente.
E eu existindo aqui dentro
Não tenho o menor intento (e não me contento)
Em não dizer o que tenho em mente.
Não digo porque não sei
Minha linguagem ainda está guardada
E durante essa noite, inspirada
Atravesso por minhas camadas que criei.
Não consigo eu chegra até mim
Quem demais conseguirá?
Calo pois, pondo-me a calar
E toda certeza virá, enfim.
III
Brincando eu aqui de existir
Regradamente inspirando
Gradativamente expirando
Eu, aqui aspirante ao sorrir.
Se talvez eu pudesse saber
Como é ser de outra forma
Não escolheria entre mim e a outra
Mas sim fugiria para os braços do mistério.
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