I
Se estou no oceano
Quero alcançar o céu
Se me ponho a flutuar de véu
Desejo um momento profano.
Procuro a oposição
Da oposição de meu auto-julgamento
E evidente é o momento
De minha estranha contradição.
Quem me estranha já sente.
E eu existindo aqui dentro
Não tenho o menor intento (e não me contento)
Em não dizer o que tenho em mente.
Não digo porque não sei
Minha linguagem ainda está guardada
E durante essa noite, inspirada
Atravesso por minhas camadas que criei.
Não consigo eu chegra até mim
Quem demais conseguirá?
Calo pois, pondo-me a calar
E toda certeza virá, enfim.
III
Brincando eu aqui de existir
Regradamente inspirando
Gradativamente expirando
Eu, aqui aspirante ao sorrir.
Se talvez eu pudesse saber
Como é ser de outra forma
Não escolheria entre mim e a outra
Mas sim fugiria para os braços do mistério.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
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