Os que vemos na nossa frente, pedaços concretos de matéria, não passa de vazio. Todo corpo, seguindo por seu princípio microscópico da estrutura atômica, possui muito mais espaços vazios do que matéria...
Se formos ampliar o tamanho de um átomo e compará-lo com um estádio de futebol como o Maracanã, por exemplo, teriamos a sua composição (protons, eletrons, neutrons, núcleo) do tamanho de um bolinha de sinuca, cada. O restante do espaço é preenchido com puro vazio. A nossa visão vê a matéria diante de nós como algo concreto de acordo com o agitamento das particulas, que causam a nós essa realidade tão visível, junto com a incidência das cores gerando caraterísticas tão particuares a cada objeto.
Nós, objetos pensantes, temos a mesma cor todos nós, porém somos muito particulares a nossa maneira. A nossa composição material está de acordo com a nossa formação, tanto genética quanto psicológica... E toda essa pequena parte do que somos por carne também é rodeada de vazio, vazio este que nos faz senti-lo, e às vezes é até maior que muitas outras coisas que nos rodeiam. Porém o medo pelo vazio é algo que não se deve ter, uma vez que ele está em toda parte. Aprovo a tentaiva de preenchê-lo diariamente.
Toda dor, assim como toda alegria é muito mais física do que imaginamos. É aquilo que não vemos, mas que está lá no nosso corpo, formando e e separando reações, algumas destas que carregamos ou deixamos acumular..
As sensações abstratas nos remetem a uma espécie de mistério, nos fazem percorrer por um caminho em sua estréia, sendo o abstracionismo só mais uma forma de ver a realidade nua na nossa frente. Como num quadro: as imagens podem nos ser de várias formas, assim como o que sentimos ao que nos deparamos com tudo isso.
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