Brincar de ilusão é muito bom.
Parece um jogo entre nuvens,
mas quando se chega perto demais não se vê, não se toca, não se sente.
Brincar de realizar passa longe (ou bem mais perto).
-Quando se vive num mundo de ilusões, pra que serve o palpável
se a realidade está tão próxima de mim como forma de sonho?-
Nas palavras de um sonhador existem estrelas que nunca serão vistas por um cético.
E entre um mundo e outro se vai pulando e pulando sobre degraus destroçados
pela necessidade de distinção.
Todos os níveis de raciocínio as vezes tornam-se uma coisa só,
uma planície
uma pastagem
uma repercussão que de ecos não mais volta a subir e descer
um tempo tranquilo sem agito de mar forte, sem vontade ou força pra agitar o mar.
É muito bom, depois da chuva, ver que o mar que está tranquilo.
No meu sono, a noitinha,
sonho com outra vida quando dou conta desta numa boa.
Mas vejo, posso ver, ao abrir os olhos
como os assuntos aqui me puxam muito mais
E como é tão melhor acordar do que ir dormir!
Meu tempo bom é meu.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Eis o Sol
Quero repousar o velho sobre a folha
para que o novo continue vindo
atravessando e suprindo
sem nem que eu o note as vezes
de tão constantemente forte,
presente ou ausente, extasiante e de choque extremo.
Cada choque uma renovação das células
choque por choque também é válido.
E sem medo de nada
levo e trago busco e largo
qualquer coisa minha ou sua.
Tudo agarro quando solto,
se fico é porque vou, se fui é porque volto.
Transparente é a minha opacidade no meu tocar em frente
O meu encontro comigo mesma
é minha leveza tão felicidade
que a tristeza, na realidade,
de vez em quando passa sem impressionar.
Nem tudo me serve pra preencher o que faltou
Mas como sei que o que vem é muito bom,
abri o pote sem receio nem qualquer sintoma de surpresa ruim
Pois a galeria passa batida,
tudo corre fluentemente
toda força agora é pra vida,
qualquer queda é só levantar
qualquer porrada é só levar (ou dar)
Guardando cicatriz na caixinha,
Que é a mesma caixinha que guarda as surpresas...
Que é a mesma que libera o vento que sopra na sua direção.
É aquela caixinha que quando se abre
sai um raio de sol.
para que o novo continue vindo
atravessando e suprindo
sem nem que eu o note as vezes
de tão constantemente forte,
presente ou ausente, extasiante e de choque extremo.
Cada choque uma renovação das células
choque por choque também é válido.
E sem medo de nada
levo e trago busco e largo
qualquer coisa minha ou sua.
Tudo agarro quando solto,
se fico é porque vou, se fui é porque volto.
Transparente é a minha opacidade no meu tocar em frente
O meu encontro comigo mesma
é minha leveza tão felicidade
que a tristeza, na realidade,
de vez em quando passa sem impressionar.
Nem tudo me serve pra preencher o que faltou
Mas como sei que o que vem é muito bom,
abri o pote sem receio nem qualquer sintoma de surpresa ruim
Pois a galeria passa batida,
tudo corre fluentemente
toda força agora é pra vida,
qualquer queda é só levantar
qualquer porrada é só levar (ou dar)
Guardando cicatriz na caixinha,
Que é a mesma caixinha que guarda as surpresas...
Que é a mesma que libera o vento que sopra na sua direção.
É aquela caixinha que quando se abre
sai um raio de sol.
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