sábado, 6 de fevereiro de 2010

Eis o Sol

Quero repousar o velho sobre a folha
para que o novo continue vindo
atravessando e suprindo
sem nem que eu o note as vezes
de tão constantemente forte,
presente ou ausente, extasiante e de choque extremo.
Cada choque uma renovação das células
choque por choque também é válido.
E sem medo de nada
levo e trago busco e largo
qualquer coisa minha ou sua.
Tudo agarro quando solto,
se fico é porque vou, se fui é porque volto.
Transparente é a minha opacidade no meu tocar em frente
O meu encontro comigo mesma
é minha leveza tão felicidade
que a tristeza, na realidade,
de vez em quando passa sem impressionar.

Nem tudo me serve pra preencher o que faltou
Mas como sei que o que vem é muito bom,
abri o pote sem receio nem qualquer sintoma de surpresa ruim
Pois a galeria passa batida,
tudo corre fluentemente
toda força agora é pra vida,
qualquer queda é só levantar
qualquer porrada é só levar (ou dar)
Guardando cicatriz na caixinha,
Que é a mesma caixinha que guarda as surpresas...
Que é a mesma que libera o vento que sopra na sua direção.
É aquela caixinha que quando se abre
sai um raio de sol.

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