Eu hoje sou a areia e agua salgada do mar em que nado, ou que nada em mim. Sou a praia onde cresci e sou a cama no quarto onde fui criada. Ou que foi criado em mim.
Estou na tomada, eletricamente me recarregando a alma.
Posso sentir nesse agora, como nunca, o enorme peso do meu corpo sobre o colchão, e também o peso do amor que sinto por tudo e todos que estão aqui perto, ou lá longe.
A paz reina flutuante e circunda minha aura desapegada.
Partirei daqui, como que pela primeira vez, sentindo aquela impressão de que já sei como se faz, e contente pelo que me atravessará no caminho próximo.
Re-habilmente me ponho a saber do que sempre soube. Retiro as etiquetas dos valores antigos pra por novas e em branco. Estou em branco, e assim pretendo permanecer, pois aqui quem pinta sou eu. As pontas dos meus dedos tocarão o meu futuro, que vem com clareza e se apresenta ao seu presente, e para o passado vai naturalmente, para lá ficar; como sei que ficarei sendo eu na cama que me é, ou eu no mar que me nada, ou eu nas ondas do fluxo da corrente.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
resetou a vida.
ResponderExcluir