terça-feira, 15 de setembro de 2009

Uma Volta ao Mundo

I
Na velocidade em que me projeto
Quebrando camadas de vento
Respirando o ar que me aparece
Digo enfim, nada mais me entristece.

Toco com as mãos a realidade
Minha lucidez brilha como pérolas
Minha pressa fica pra trás
E que venham a mim os bons tempos.

II
Uma certa vez fui surpreendida
Por pequenos pedaços seus
Que eram a paz anunciando
A tua leve chegada, em silêncio.

Nossos diálogos são como folhas
Se misturando em redemoínhos
Nosso ar é o mesmo,
Nossos deuses são os mesmos.

Nós, entre o chão molhado
Aqui, entre o chuvisco da noite
Somos os traços intrínsecos
Provando que a natureza nos fez.

Provamos um ao outro
Como garfadas de suspiros
Amendoando nossos espíritos,
E não precisarei de nada mais....

Existo para você como o ar
Não pode deixar de existir pro mundo
E seguirei respirando tudo isso
Enquanto senhora de mim mesma.

Eu vou cantar uma nota
Vou piar uma canção
E voaremos rumo ao tudo
Ao som dos espaços pr'além de nós.

Nos meus olhos você se verá
Pois nos meus olhos você me tem
E se já temos tudo isso
Eu agora, simples, sorrio.

É quando sinto minha real existência
Meu conflito, minha dor, meu eu
E sem eu nada sentir, desce uma lágrima
E ela sorri pra mim, e ela ama.

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