domingo, 1 de novembro de 2009

Numa sala de Museu

Entre um chão de flores taxadas
E um teto em relevo engessado
Transmuto-me enquanto vivo
Presente, futuro, passado.

O piano de que a cauda roubada
Se escuta na música o tom
De um cheiro guardado e lacrado
Dentro dos pretéritos desse chão.

Nessa casa antiga de molduras
Histórias encrustadas de amor
Grandes gênios por aqui passaram
Grandes tempos impressos em óleo;
Enxergo-me como eco
Que logo será projeção de um eco.

Sou uma das impressões
Aqui expostas.

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