domingo, 1 de novembro de 2009

Quero de ti um beijo de mar
Quero mais um abraço de mel
Tornando a entornar sobre mim
Excessos e mais excessos de uma vontade
que parece sem ter fim.

Que sede é essa que dá durante a chuva?
Que sabor é esse de água que eu não sei?
E que tantos conflitos secos e molhados
Vão e vem como tais ondas
Do mar dos seus beijos?

Seus beijos salgados me dão sede
Enquanto eu busco o doce e o cítrico
E quando posso unir todos os sabores
É como se unisse também todas as palavras
que faltam ou sobram...

Serias capaz de compreender assiduamente
O que tenho a te dizer?
Ou quem sabe talvez, nunca se tornará suficiente
Qualquer diálogo ou mistura ou genialidade
diante de tudo aquilo que somos e podemos ser
poderosamente juntos ou separados....

E sem mais temas complicados
Ou nem mais sequer intenções aceleradas
Desligo-me desde motor fora de meu controle
E parto para o meu lugar principal;
Aquele em que combinei comigo mesma de estar
Se por acaso eu me perdesse.

Venho aqui então, tímida, quieta
Sem saber o que dizer
Pois talvez, de fato
Aquilo que não se diz
É o que há de mais importante.

(Daí uma frase de Heráclito: "Todo o contrário é útil, e é do conflito que nasce a mais bela harmonia")

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